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Sarampo volta a preocupar o Brasil

O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde diante do risco de reintrodução e disseminação do vírus no Brasil. O Ministério da Saúde alertou para o cenário epidemiológico...

Redação 104 News

Redação 104 News

Sarampo volta a preocupar o Brasil

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O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde diante do risco de reintrodução e disseminação do vírus no Brasil.

O Ministério da Saúde alertou para o cenário epidemiológico nas Américas e destacou o intenso fluxo internacional de viajantes em 2026.

Além disso, a circulação do vírus em diferentes países aumenta a possibilidade de novos casos importados. Por isso, a vacinação continua como principal estratégia de prevenção.

Em junho, o Ministério da Saúde também orientou o uso da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças pequenas, conforme a situação epidemiológica.

Essa estratégia busca ampliar a proteção de crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em áreas de risco, bloqueios vacinais e situações específicas.

Como o sarampo é transmitido

O sarampo apresenta alta capacidade de transmissão. O vírus passa de uma pessoa para outra pelo ar, principalmente durante tosse, espirro, fala ou respiração.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não possuem imunidade.

Além disso, a transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas características. Por isso, a identificação rápida dos casos ajuda a interromper a circulação do vírus.

Principais sintomas

Os primeiros sintomas podem se confundir com outras infecções virais. Entre os sinais mais comuns estão febre alta, tosse seca, conjuntivite e mal-estar intenso.

Depois de alguns dias, surgem as manchas vermelhas características da doença. Elas costumam aparecer inicialmente no rosto e atrás das orelhas.

Em seguida, as manchas avançam para outras partes do corpo. Assim, a combinação entre febre e exantema exige atenção, especialmente quando aparece junto com tosse ou conjuntivite.

Sarampo pode causar complicações

Apesar de muita gente associar o sarampo apenas às manchas e à febre, a doença pode apresentar quadros graves.

Entre as possíveis complicações estão pneumonia, otite e encefalite. Crianças pequenas, especialmente, podem apresentar maior risco de complicações.

Por isso, a presença de sintomas compatíveis exige avaliação em um serviço de saúde. Além disso, pessoas com suspeita da doença devem seguir as orientações dos profissionais responsáveis pelo atendimento.

O diagnóstico pode considerar os sinais clínicos. Entretanto, o Ministério da Saúde utiliza também exames laboratoriais para confirmar ou descartar casos suspeitos.

Não existe tratamento específico

O sarampo não possui um tratamento específico contra o vírus. Dessa forma, os profissionais de saúde direcionam os cuidados para aliviar os sintomas e evitar complicações.

A orientação, portanto, é procurar atendimento médico diante de sintomas compatíveis. Além disso, o paciente não deve utilizar medicamentos por conta própria.

Os antibióticos não tratam o vírus do sarampo. Médicos podem indicar esse tipo de medicamento apenas quando existe uma infecção bacteriana associada.

Vacinação é a principal prevenção

A vacinação continua como a principal forma de prevenir o sarampo. O Sistema Único de Saúde oferece vacinas que protegem contra a doença.

Na rotina, o calendário nacional prevê doses da vacina tríplice viral e, conforme a faixa etária, da tetraviral.

A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já a tetraviral também protege contra a varicela, conhecida como catapora.

Além disso, as autoridades podem adotar estratégias especiais durante surtos ou diante de risco epidemiológico. Nessas situações, a vacinação pode alcançar crianças menores de 1 ano.

Como funciona a dose zero

A chamada dose zero pode ser indicada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em situações específicas de risco.

Essa aplicação, contudo, não substitui as doses previstas no calendário de rotina. Depois dela, a criança deve seguir o esquema vacinal normalmente.

O Ministério da Saúde reforça que a indicação depende da situação epidemiológica e das orientações das autoridades de saúde. Portanto, os responsáveis devem procurar uma unidade de vacinação para receber orientação individualizada.

Esquema de vacinação

Na rotina infantil, a vacinação contra o sarampo começa aos 12 meses. A criança recebe uma dose da tríplice viral nessa idade.

Depois, aos 15 meses, recebe a segunda dose, que pode utilizar a vacina tríplice viral ou a tetraviral, conforme as orientações do calendário.

Crianças maiores, adolescentes e adultos que não possuem comprovação das doses devem procurar uma unidade de saúde.

Assim, a equipe poderá verificar a situação vacinal e indicar as doses necessárias. O Ministério da Saúde recomenda manter a caderneta atualizada e evitar atrasos.

Gestantes precisam de atenção

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Por isso, gestantes que não possuem o esquema completo devem buscar orientação de um profissional de saúde.

Após o parto, a mulher poderá receber a vacina conforme a avaliação da equipe. Além disso, pessoas com imunossupressão também precisam de avaliação individual antes da vacinação.

Quando procurar atendimento

Febre alta acompanhada de manchas vermelhas, tosse ou conjuntivite merece avaliação médica. Além disso, pessoas com suspeita de sarampo devem informar o serviço de saúde antes de chegar ao local.

Essa medida ajuda a equipe a adotar cuidados para evitar a exposição de outras pessoas.

Por fim, manter a vacinação em dia continua sendo a principal maneira de reduzir o risco de transmissão. Diante do cenário internacional, a atenção aos sintomas e a atualização da caderneta ganham ainda mais importância.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

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